sábado, 20 de dezembro de 2008

Activista dos direitos dos animais foi ameaçada e agredida

PSP identificou proprietária da loja “Beigel”, depois desta ter empurrado e agredido activista britânica que estava pacificamente a distribuir panfletos sobre a maneira como os animais são tratados para que as suas peles venham a ser vendidas em lojas como a “Beigel”

Harriet Hollis-Leick, uma estudante britânica que está a estudar no Porto no âmbito do programa Erasmus e que participa regularmente nas iniciativas promovidas pela ANIMAL em defesa dos direitos dos animais, foi ontem empurrada e agredida pela proprietária da loja de peles “Beigel”, situada na Rua de Santa Catarina, cidade do Porto.

A activista havia já sido ameaçada pela dona desta loja na passada 4.ª feira, enquanto se encontrava nas imediações da loja, acompanhada de outro activista dos direitos dos animais, a distribuir panfletos informativos aos transeuntes acerca do sofrimento e da exploração a que são submetidas raposas, visons, martas, coelhos, cães, gatos e outros animais para que o seu pêlo venha a fazer parte das peças de pele vendidas em lojas como a “Beigel”. E, se na 4.ª feira passada a tensão se cingiu às ameaças, ontem, 6.ª feira, a dona da “Beigel” passou às agressões físicas, testemunhadas por outro activista, Ricardo Almeida, que se encontrava com a estudante britânica a distribuir informação sobre os direitos dos animais aos transeuntes. Muitas pessoas que passaram nesta animada e comercial rua do Porto ficaram chocadas com o episódio de agressão que testemunharam, tendo elementos da PSP que estavam no local tomado conta da ocorrência pouco depois das agressões se terem registado e uma vez alertadas pelo activista Ricardo Almeida para o que estava a ocorrer.

A dona da “Beigel” foi identificada pela PSP e Harriet Hollis-Leick – que hoje viajou de volta para Inglaterra para passar o Natal com a família – apresentará queixa contra a proprietária desta loja de peles quando regressar a Portugal, no início de Janeiro. A activista britânica não só tem várias testemunhas, tanto das ameaças que lhe foram feitas, quanto das agressões de que foi vítima, como ficou também marcada pela violência destas, nomeadamente nos braços.

Comentando este lamentável acontecimento, Miguel Moutinho, Presidente da ANIMAL, afirmou que “já há muito tempo que a ANIMAL tem um diferendo forte com a proprietária da Beigel. Todos os sábados de manhã, desde há mais de um ano, a ANIMAL tem marcado uma acção de protesto e sensibilização em frente a esta loja de peles, que representa toda essa indústria extremamente cruel que explora e mata animais de modo terrível apenas para que o seu pêlo venha a fazer parte de um casaco, um colete, uma mala, ou um qualquer acessório de moda”.

“A tensão que se tem feito sentir ao longo deste tempo não é uma novidade nem nos surpreende, considerando que se trata de uma loja que subsiste e lucra exclusivamente com base no sofrimento extremo que é infligido a milhares e milhares de animais, de modo que, tanto por razões de interesse económico quanto por razões de falta de uma ética compassiva, naturalmente só poderia haver ódio da proprietária da “Beigel” contra a ANIMAL. No entanto, do mesmo modo que infelizmente esta loja pode funcionar vendendo pedaços de cadáveres de animais sem que a sua actividade – que é lamentavelmente legal – possa ser perturbada, também a ANIMAL e qualquer activista dos direitos dos animais podem exercer livremente e sem sofrer qualquer perturbação os seus direitos constitucionais de informar e de sensibilizar o público para o martírio dos animais que, devido a lojas como a “Beigel”, são sacrificados em massa.”

“Este episódio é, pois, profundamente lastimável e censurável, deixando apenas claro que, como se vê em tantas circunstâncias, quem explora e mata ou encomenda a morte de animais não-humanos não hesita em desrespeitar também os humanos que, em nome de um princípio de justiça, saem em defesa destes. A ANIMAL solidariza-se com os activistas ameaçados e com a activista agredida e continuará, evidentemente, a marcar a sua regular presença de protesto em frente à “Beigel”, como ainda esta manhã fez e como sempre fará, enquanto ali forem vendidos pedaços de cadáveres de animais que nunca deveriam ter sido torturados e mortos para que as suas peles ali sejam vendidas”, afirmou o Presidente da ANIMAL.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Basta de Sofrimento nos Circos!

PARTICIPE no Fim de Semana de Acção Contra a Manutenção, Utilização e Violentação de Animais em Circos – Em Lisboa e no Porto, junte-se à ANIMAL e não falte a estes protestos – Basta de Sofrimento nos Circos!

  • Em LISBOA – Domingo, 21 de Dezembro:

    1. entre as 13h30m e as 15h, em frente ao Coliseu dos Recreios (“Circo do Coliseu” – Rua das Portas de Santo Antão)

    1. entre as 15h30m e as 18h, em frente ao “Circo Chen”, junto à Gare do Oriente

    1. entre as 19h30m e as 22h, em frente ao Circo Victor Hugo Cardinali (“Herman Circo” – Circo de Natal da SIC), depois da Ponte Vasco da Gama, na direcção de Sacavém

  • No PORTO – Sábado, 20 de Dezembro:

    1. entre as 10h30m e as 13h, em frente à “Beigel”, na Rua de Santa Catarina – contra a produção, comércio e uso de pêlo de animais

    1. entre as 15h e as 18h, em frente ao Circo Soledad Cardinali, no Parque da Cidade (Queimódromo) – contra a manutenção, utilização e violentação de animais em circos

domingo, 7 de dezembro de 2008

Contra o bioterio a construir na Azambuja!

To: Governo Português

De acordo com a noticia oferecida pelo jornal português Sol (http://www.orelhas.pt/index2.php?option=com_content&do_pdf=1&id=71435) está previsto ser construído um centro de investigação cientifica animal, isto e, um bioterio. Um bioterio é um viveiro para animais perspectivado para pesquisas laboratoriais ou objectivos semelhantes, tal como foi referido atrás. Todas as investigações terão que deter de uma, duas, três, cinco, dez, vinte, cem, duzentas ou mais cobaias, que são expostas a determinadas experiências, a maior parte delas dolorosas quer a nível físico quer a psicológico. São muitas vezes utilizados métodos ilegais no tratamento das cobaias usadas, apesar dessas informações não virem ao de cima nos media e essa é das principais razoes que fazem esta petição ter todo o sentido. Para alem do mais, aqueles que vivem em Portugal sabem as dificuldades que estão a ultrapassar. Não e um bioterio que vai de alguma forma ajudar a população atravessar a crise. Um obrigado a quem assina esta petição.

http://www.petitiononline.com/45biot/petition-sign.html

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Este Sábado!

Neste Sábado (6 Dezembro) | Em Lisboa e no Porto | Participe no Dia de Acção Contra a Produção, Comércio e Uso de Pêlo e contra a Manutenção e Uso de Animais em Circos

* Em LISBOA:
1. entre as 14h e as 16h, em frente à “Casa das Peles”, na Rua Garrett – Chiado;
2. entre as 16h30m e as 18h30m, em frente ao “Circo Chen”, junto à Gare do Oriente;

* No PORTO: entre as 10h30m e as 13h, em frente à “Beigel”, na Rua de Santa Catarina

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

É justo matar para vestir?

Dia Mundial de Protesto Contra a Produção, Comércio e Uso de Pêlo assinalado esta 6.ª feira, 28 Nov, pela ANIMAL em Lisboa e por mais de 100 organizações em mais de 100 cidades de todo o mundo | Não falte a esta importante chamada para acção pelos animais


QUANDO

Nesta 6.ª Feira (28 de Novembro), entre as 12h e as 14h


ONDE

Frente à Embaixada da Noruega, sita na Avenida D. Vasco da Gama, no n.º 1, em Lisboa (zona do Restelo)


O QUÊ

Dia Mundial de Protesto Contra a Produção, Comércio e Uso de Pêlo (assinalado em mais de 100 cidades do mundo nesta 6.ª feira)


PORQUÊ

A ANIMAL protestará em frente à Embaixada da Noruega em Lisboa contra as centenas de quintas de peles que existem neste país e a maneira horrenda como os animais são tratados nestas (e, ao fazê-lo, protesta simbolicamente contra esta actividade bárbara onde quer que ela decorra), tal como acabou de expor e denunciar a Network for Animal Freedom – uma organização de defesa dos direitos dos animais da Noruega que investigou, durante este ano, as condições em que são mantidos e tratados os animais nas horrendas quintas de peles norueguesas. Veja o vídeo da investigação em http://www.forbypels.no/english.


COMO PARTICIPAR

Junte-se aos activistas da ANIMAL no protesto em Frente à Embaixada da Noruega


PARTICIPE

Pelo fim do massacre de animais para extracção e uso do seu pêlo e pelo respeito pelos direitos dos animais


MAIS INFORMAÇÕES

Contacte a ANIMAL através do e-mail info@animal.org.pt ou visite o site www.animal.org.pt

terça-feira, 25 de novembro de 2008

VEGANÁRIO FEST

sábado, 8 de novembro de 2008

Colapso de Elefante no Circo Victor Hugo Cardinali continua a gerar polémica

Colapso de Elefante no Circo Victor Hugo Cardinali continua a gerar polémica | Por favor, vote “yes” na sondagem online “Do you think the use of animals in circuses in Portugal should be banned?” [“Considera que o uso de animais em circos em Portugal deveria ser proibido?”] do jornal inglês “The Resident”

Depois de ter publicado uma primeira notícia sobre o colapso de um elefante no Circo Victor Hugo Cardinali, o jornal “The Portugal Resident”, muito popular no seio da comunidade britânica (entre outras comunidades estrangeiras) residente em Portugal e em especial no Algarve, voltou a publicar um artigo dando continuação ao caso, ilustrando o modo caótico, desordenado e não supervisionado como decorre a actividade circense com animais em Portugal, com as autarquias e as autoridades competentes a demitirem-se a cada passo de exercerem um papel fiscalizador firme e minimamente satisfatório.

A editora do “The Resident” recebeu muitas cartas de leitores de todo o mundo indignados com o que acontece aos animais em Portugal e com o drama deste elefante – que só tem merecido o desprezo das autoridades portuguesas, o mesmo desprezo que todos os animais em Portugal conhecem por parte de um Estado que não é uma pessoa de bem, que não respeita sequer os cidadãos e as cidadãs que se preocupam com os animais – e que têm o direito constitucional de ter estas preocupações e de as ver reflectidas nos actos políticos e legislativos do Estado e dos seus representantes – e que não se dá ao respeito.

No seguimento da atenção que este caso está a ter, o “The Resident” decidiu promover uma sondagem online acerca deste tema.

Por favor, vote “yes” (“sim”), na página inicial do jornal, em http://www.portugalresident.com/portugalresident/frontpage.asp (abaixo, do lado direito), respondendo positivamente à sondagem “Do you think the use of animals in circuses in Portugal should be banned?” (“Considera que o uso de animais em circos em Portugal deveria ser proibido?”).

Pode ler os dois artigos publicados acerca deste caso em:

· “ANIMAL Condemns Circus”, http://www.portugalresident.com/portugalresident/showstory.asp?ID=29548

· “Portugal´s circus animals not inspected by councils”, http://www.portugalresident.com/portugalresident/showstory.asp?ID=29660

Pode ler as cartas enviadas por leitores para a editora do jornal em:

· “ANIMAL Condemns Circus – Letters to the Editor”, http://www.portugalresident.com/portugalresident/showstory.asp?s=READ&sid=93

terça-feira, 4 de novembro de 2008

OKUPAS

"Okupas"

Há 11 anos, ocuparam casas num gesto contra o autoritarismo [claro...].

“Okupas” Paula Parreira e Paulo Martins deixaram para trás o emprego, um apartamento e um empréstimo de 50 mil euros. Ocuparam uma casa abandonada em Cascais para lutar contra os luxos e as obrigações da sociedade de consumo. Foi há 11 anos. Passaram a ser “okupas”, os rostos de um movimento que marcou Portugal sobretudo nos anos 90.

Em 1997, Paula e o namorado dormiam e comiam na antiga cozinha da casa que ocuparam, em Cascais. O resto do espaço estava dividido por outros jovens, também porta-vozes do movimento “okupa”. Em nome da liberdade ocupavam espaços abandonados nas cidades e recusavam todas as formas de autoritarismo e exploração.

Na casa de Cascais vivia também Zé Pedro. Aos cinco anos de idade, já fumava tabaco e bebia vinho. Foi retirado da família e institucionalizado mas fugiu várias vezes para viver na rua. Há 11 anos, queria tirar o curso de veterinária ou a carta de pesados.

Durante sete meses, Miguel Rosas ocupou uma quinta abandonada, às portas de Sacavém. No edifício chegaram a funcionar salas para ensaio, ateliers para pintura e fotografia em completa auto-gestão.

Onze anos depois, o Perdidos e Achados foi à procura de alguns dos “okupas” que chocaram Portugal nos anos 90. Quisemos saber se desistiram de mudar o mundo.

Vídeo:

25 min.

http://sic.aeiou.pt/online/scripts/2007/videopopup2008.aspx?videoId={D1D02B7E-0DBE-4BB4-AFB5-0C2B35196CA8}

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Ladrão de Cães!

Estejam atentos!

Por favor leiam esta mensagem e passem a amigos, conhecidos e veterinários, talvez possamos evitar algumas situações tristes provocadas por este homem...

Na margem sul, na zona do Seixal, Charneca da Caparica, Vale de Milhaços, Aroeira, Sta. Marta de Corroios, Verdizela e arredores há um homem africano de nome Zé Semedo que rouba cães das vivendas, quintais, jardins, etc. Tem preferência por cães de raça.

Ele mantem os cães escondidos numa casa que ocupa, na zona da Marisol/ Charneca da Caparica, em condições inacreditáveis. Por vezes estão lá durante meses até os conseguir vender, não importa a quem nem para que fins. Se não conseguir ganhar dinheiro com eles fá-los desaparecer.

Este homem anda a pé ou de bicicleta e parece inofensivo. Mas torna-se facilmente agressivo e ameaça quem tente entrar na tal casa ocupada para resgatar os cães ou dar-lhes de comer. Fala um português pouco perceptível mas é esperto o suficiente para arrastar esta situação há anos e anos. Foram já dezenas os animais que roubou e vitimizou!

A polícia diz não poder fazer nada, apesar das testemunhas e da sua situação de imigrante ilegal. Os canis locais e as instituições de ajuda desligaram-se do caso e este homem continua a roubar e a maltratar os animais.

No mês passado foram resgatados dois animais (pittbull e cão arraçado de galgo) e ele fez desaparecer um pastor alemão.

Neste momento mantém aprisionados um cachorro branco e preto e um labrador creme. Talvez entretanto já hajam mais naquela casa dos horrores. Os cães estão assustados e esfomeados. Muitos mais virão...

Na semana passada uma senhora estava a passear o seu boxer na rua, quando o ouviu ganir... Estava já a ser arrastado pelo tal Semedo que ía de bicicleta e tentava levá-lo à força. O cão foi salvo a tempo.

POR FAVOR, passem esta mensagem para que as pessoas estejam mais atentas aos seus animais e a este homem monstro.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Movimento Sobre_Viver nas ruas dia 12 de Outubro



No próximo domingo, irá ser celebrado o dia do vegetarianismo e como resposta a esse facto, o movimento sobre_viver irá, por própria recreação, distribuir flyers e comida vegetariana na baixa lisboeta, mais precisamente na Rua Augusta (perto do terreiro do Paço).
Tentaremos chegar ao maior número de pessoas possível, recorrendo sempre á argumentação precisa para a defesa das nossas causas. Provavelmente, terás a sorte de ser abordado por nós e de puder conversar e informar-te connosco.
Se ainda não estás completamente consciente daquilo que te reserva uma delicia vegetariana e do seu consequente significado, aproveita e aparece!


http://movimentosobreviver.blogspot.com/

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Touradas?

Touradas?...
O touro é um mamífero capaz de sentir emoções fortes como dor, medo e até ansiedade. Possui um sistema límbico, um sistema nervoso complexo e terminações nervosas superficiais que lhe permitem sentir dor e sofrer (segundo estudo de John Webster, Veterinário Catedrático da Universidade de Bristol, 2005). É um herbívoro territorial, e como tal apenas se defende quando é atacado ou quando o seu espaço é invadido.
Os touros têm a capacidade de experienciar prazer e sentem-se motivados a procurá-lo. Basta ver como procuram e apreciam o prazer de viver em manada ou de estarem deitados com as cabeças levantadas na direcção do sol.


Como surgiram as touradas?

Influenciadas por alguns espectáculos frequentes no Império Romano, os primeiros registos de touradas remontam ao ano 815, por altura de um evento político da actual Espanha, onde foram mortos touros em homenagem ao acontecimento. Na documentação relativa à coroação de Afonso VII, em 1135, também existem referências a touradas, onde vários cavaleiros atestaram a sua bravura. A tourada era, portanto um entretenimento aristocrático, cuja ocorrência era rara e não tinha normas próprias que a definissem.
Na época da Inquisição com a construção de praças para condenar humanos e animais, as touradas passaram a ser mais populares. E durante o século XVIII, tornaram-se efectivamente um espectáculo para as massas.


Portugal já foi um país sem touradasNo Reinado de D. Maria II, em que o Ministro do Reino foi Passos Manuel, estiveram proibidas as touradas em todo o país. No ano de 1836, Passos Manuel promulgou um Decreto proibindo as touradas em todo o país (Diário do Governo nº 229, de 1836):
“Considerando que as corridas de touros são um divertimento bárbaro e impróprio de Nações civilizadas, bem assim que semelhantes espectáculos servem unicamente para habituar os homens ao crime e à ferocidade, e desejando eu remover todas as causas que possam impedir ou retardar o aperfeiçoamento moral da Nação Portuguesa, hei por bem decretar que de hora em diante fiquem proibidas em todo o Reino as corridas de touros.”


A sociedade evoluiA 15 de Outubro de 1978, a Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou a Declaração Universal dos Direitos dos Animais, na qual se declara:
- Nenhum animal será submetido nem a maus tratos nem a actos cruéis. (Artigo 3º, alínea 1)
- Nenhum animal deve de ser explorado para divertimento do homem. (Artigo 3º, alínea 2)
- As exibições de animais e os espectáculos que utilizem animais são incompatíveis com a dignidade do animal. (Artigo 10º, alínea 2)

Ao fazer do sofrimento de um animal um meio de diversão, o Ser Humano está a propagar e banalizar a violência gratuita como forma de ser e estar na sociedade. De geração em geração, o sofrimento alheio banaliza-se no inconsciente colectivo. Uma sociedade mais fraterna, justa e pacífica constrói-se em grande medida na abolição de práticas de “divertimento” que se baseiam no abuso de animais, como são as touradas.

Do mesmo modo que actualmente se preserva o lince ibérico e a águia-real, nada nos indica que os touros desapareceriam com o fim das touradas. Os touros poderiam viver livremente em santuários ou em grandes quintas.
Mas mesmo que a raça se extinguisse, tal seria preferível ao sofrimento que os animais padecem ao longo da sua vida. O impacto ecológico seria nulo, uma vez que o touro é uma raça domesticada resultante de selecção artificial feita pelo homem.


O que podes fazer?
• Frequenta outro tipo de espectáculos, como por exemplo, circos sem animais, cinema, teatro, animações de rua, espectáculos de magia, etc.
• Boicota e manifesta o seu desagrado a empresas que apoiam espectáculos tauromáquicos.
• Não participes em festas que incluam o touro em algum espectáculo.
• Informa e sensibiliza aqueles que nos rodeiam sobre os factos das touradas e a importância delas acabarem.
• Apoia, divulga e participa em iniciativas que defendam os direitos dos animais e dos touros em particular.
• Distribui o folheto Touradas?... deixemo-nos de Touradas!



Referências:
http://www.centrovegetariano.org
http://www.accaoanimal.com
http://www.matp-online.org

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

domingo, 21 de setembro de 2008

Vegetarianismo...

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

RODEIO NO PORTO! NÃO, OBRIGADA!

  • Um mega-rodeio anunciado para 18 a 21 de Setembro no Queimódromo do Porto, com todo o aparato que normalmente envolve estes eventos no Brasil e nos E.U.A.
  • Apesar deste espectáculo cruel ser proibido por lei, é apoiado pela Câmara Municipal do Porto e pela empresa municipal Porto Lazer — com o dinheiro dos nossos impostos.
  • Organizado por pessoas que ameaçam e tentam intimidar quem protesta educadamente (ver mensagem intimidatória).

    Hoje começou uma ronda de concentrações contra o rodeio no Queimódromo do Porto, que decorre até domingo. Apelamos a todos os que se indignaram com a realização de um rodeio no Porto para se juntarem a nós numa manifestação pacífica e silenciosa. O ponto de encontro é a porta principal do Queimódromo, a partir das 20.30.
    Sábado será o dia principal de acção contra o rodeio. Começaremos uma marcha pela cidade às 10h em frente à Câmara Municipal e estaremos à porta do Queimódromo às 18.30.
    O rodeio é um espectáculo que resulta na violentação de muitos animais, maltratados ao ponto de terem comportamentos contrários à sua natureza.
    Só com o recurso à violência se pode fazer com que um animal como uma vaca, por exemplo, pinoteie num ringue.
    O rodeio é ainda ilegal.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Carne Feliz

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Vídeo de Touradas em Espanha

Chocante

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Tourada? Não, obrigado

Assinem a petição para evitar que se realize uma tourada na cidade da Guarda:


http://www.PetitionOnline.com/tourada/petition.html

terça-feira, 15 de julho de 2008

ANIMAIS

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Gourmet Charcuterie

domingo, 6 de julho de 2008

sábado, 5 de julho de 2008

Aula de etiqueta

quinta-feira, 3 de julho de 2008

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Caso austríaco da prisão de activistas dos Direitos dos Animais

Na madrugada de 21 de Maio de 2008, a polícia austríaca arrombou portas de casas e escritórios em todo o país e, de arma na mão, prendeu activistas dos direitos dos animais. 24 apartamentos e escritórios foram vasculhados, 10 pessoas pertencentes a 7 diferentes associações foram presas. O material (computadores, telemóveis, bases de dados e documentos) de associações juridicamente legais foi apreendido, comprometendo a sua actividade.
Como justificação, o Ministério Público cita o artigo 278a do Código Penal austríaco ("organização criminosa"), uma lei, que de resto é utilizada unicamente em relação ao contrabando e grupos da Mafia.

As associações signatárias deste comunicado pedem que a imprensa portuguesa não permaneça silenciosa sobre este acontecimento.
Nós não somos competentes para julgar a legalidade, nos termos da legislação austríaca, da conduta e dos motivos destas detenções.
Mas gostaríamos de salientar:
• A imprensa estrangeira tem coberto este acontecimento (por exemplo http://www.guardian.co.uk/commentisfree/2008/jun/05/animalwelfare.austria), pondo em causa tanto o método utilizado pela polícia como as condições impostas aos detidos.
• A secção austríaca da Amnistia Internacional emitiu um comunicado expressando sérias preocupações com os métodos utilizados durante as detenções e com as razões que as terão motivado.
http://www.vgt.at/presse/news/2008/news20080605_1_en.php - inglês
http://www.l214.com/arrestation-autriche-amnesty-international - francês
http://www.vgt.at/presse/news/2008/news20080605_1.php - alemão

Parece-nos importante o suficiente para desejar que um debate seja realizado sobre as causas dessas detenções. O advogado de um dos detidos acredita que as acções da polícia são de cariz político. A Áustria é um país muito avançado no que diz respeito à protecção animal. O movimento de defesa animal tem conseguido muitos êxitos. Terá ele tido demasiado sucesso?

Apelamos à imprensa portuguesa para que se interesse pelo que aconteceu na Áustria e a fazer o seu trabalho normal de investigação para descobrir se os direitos humanos foram respeitados.

Mais informações em alemão e Inglês estão disponíveis no site da associação VGT http://www.vgt.at/index_en.php

11 de Junho de 2008
Os signatários,
Centro Vegetariano – Associação Ambiental de Promoção do Vegetarianismo http://www.centrovegetariano.org
MATP – Movimento Anti-Touradas de Portugal http://www.matp-online.org
Acção Animal http://www.accaoanimal.com


http://www.accaoanimal.com/

terça-feira, 1 de julho de 2008

Falta de proteínas na alimentação vegetariana é mito

É bastante difundido que o vegetariano não consegue obter proteínas de fontes vegetais, o que não é verdade.

As informações são do nutricionista George Guimarães, especialista em nutrição vegetariana, que diz que isto não passa de mito.


Segundo o nutricionista, boas fontes de proteínas são encontradas em alimentos vegetais, em especial na família das leguminosas, como o feijão, a ervilha, a lentilha, o grão-de-bico e todos os derivados da soja –o próprio grão, a carne e o queijo.

Guimarães diz que outro grupo vegetal rico em proteínas é o das oleaginosas, do qual fazem parte a avelã, as castanhas, as nozes, as amêndoas, as macadâmias, as sementes de girassol e de gergelim. “Todos os grãos e sementes mais gordurosos são desse grupo das oleaginosas”, explica.

O especialista comenta que os cereais integrais contém aminoácidos que completam os outros dois grupos e garantem ao vegetariano o que é necessário para uma boa nutrição.

“Esses mesmos alimentos também são fontes de ferro, o que faz deles alimentos importantes de estarem presentes na dieta do vegetariano, se possível a cada refeição”, afirma o nutricionista.

Folha Online

sábado, 28 de junho de 2008

Participa!

domingo, 22 de junho de 2008

Testing ...

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Think about it!

Think About It!

Banner 2 Banner 1 go!


segunda-feira, 9 de junho de 2008

Boicote

sábado, 31 de maio de 2008

Movimento Sobre_Viver

quarta-feira, 14 de maio de 2008

McDonalds

domingo, 11 de maio de 2008

Manifestação Anti-Tourada

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Protesta!

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terça-feira, 29 de abril de 2008

Feirinha dos Bichanos

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domingo, 27 de abril de 2008

sexta-feira, 25 de abril de 2008

A necessidade para a interdição dos produtos derivados da foca, pela União Europeia


A situação presente
1983: União Europeia baniu a importação das peles e produtos com peles, peles brancas das focas-da-Gronelândia e peles das focas-de crista
Diversas interdições a nível nacional na União Europeia e noutros países: Bélgica, Holanda, Croácia, Estados Unidos da América e o México.

A Itália e Alemanha tomaram passos decisivos para a interdição.
Enorme oposição por parte do público contra a anual caça cruel no Canada mas a caça as focas também ocorre na Namíbia, Rússia, Gronelândia e Noruega.
Setembro de 2006: O Parlamento Europeu adoptou uma declaração escrita solicitando a interdição de peles ou produtos de peles de focas na União Europeia
Setembro de 2007: Canada iniciou consultações a nível da Organização Mundial do Comercio (WTO) contra as interdições da Bélgica e Holanda, com a ameaça de abrir um caso de infrigimento. A União Europeia tenciona de fender as interdições.
Dezembro de 2007: A Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar (EFSA) publicou um relatório sobre os aspectos de bem-estar na caça às focas. O documento mostra evidências de que, na prática, o abate humano e efectivo das focas nem sempre acontece.
2008: Comissário Dimas está a ponderar o assunto e ira anunciar medidas ainda antes do verão.
Argumentos a favor da interdição na União Europeia
A caça é cruel: Existem vários vídeos e fotografias da caça no Canada, inclusive filmagens deste ano que mostram a brutalidade e crueldade extrema envolvida na morte das focas
A caça não é sustentável: As quotas são muito altas, e houve aumento para 2008: 275,000 focas para qual o abate é permitido. O Aquecimento Global e o degelo que tem vindo a causar têm afectado as populações de focas.
A caça não pode ser feita de modo humano: Regulamentações não são implementadas como a caça deste ano demostra (observações feitas pela IFAW). Um mero acordo com o Canada não é a solução
A interdição de produtos derivados de focas é compatível com a Organização Mundial de comércio (WTO): GATT, artigo XX permite isenção que são necessárias para proteger morais do público (XXa), a vida dos animais e plantas (XXb) e relacionada com a conservação de recursos naturais que podem ser usados exaustivamente (XXg).
Uma interdição de produtos de foca ou derivados não devera ter impacto na caça tradicional do povo Inuit que só caçam 1% das focas-da-Gronelândia no Árctico Canadiano.


Como agir em: www.lpda.pt/

terça-feira, 22 de abril de 2008

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Protesta!


quinta-feira, 17 de abril de 2008

Animais em Circo

Os donos dos "espectáculos" alegam que os seus animais são bem tratados, recebem alimentação à vontade, e encontram-se felizes e reproduzem-se. A realidade, porém, é bem mais dura do que aparenta.

-Os elefantes são mantidos em pequenos espaços, acorrentados pelas patas, sem alimento... Ao recusarem-se a trabalhar, são chicoteados, espancados com barras de ferro em forma de gancho, afiado. Por serem animais dóceis, sujeitam-se a toda a espécie de castigos, e, raramente, reagem em tom ameaçador.

-Os chimpanzés têm as suas presas arrancadas, recebem pouca alimentação para que não cresçam muito, são obrigados a usar roupas humanas e tratados, na frente do público, como gente. Atrás das cortinas, porém, sua a realidade é macabra. Ficam acorrentados por longos períodos, no escuro, recebem banhos gelados, choques eléctricos, são espancados, separados de suas crias, e, por vezes, vendidos como animais de estimação.

- Os ursos, animais que sempre foram temidos pela ferocidade, são mantidos em pequenas jaulas, alimentando-se de restos, deitados sobre as próprias fezes, sem água para beber, sem espaço para se movimentar. A musculatura fica atrofiada, impedindo que se mova de forma correcta. As presas e unhas são, por vezes, arrancadas, para que não fira o tratador e não se auto-mutile, por desespero. Ficam neuróticos, balançando a cabeça e roendo as grades. São obrigados a andar de bicicleta, usando saias coloridas.

Que tipo de ser humano transforma um animal majestoso em um boneco? O homem, o dono de circo e, consequentemente, o homem, o espectador. Temos o dever moral de boicotar os circos que exibem animais nos seus "espectáculos". Um espectáculo circense cujas estrelas são seres humanos, fortes, hábeis, com equilíbrio fora do comum, como o Circo de Soléil, por exemplo, são muito mais agradáveis e não são cruéis.



http://direitosdosanimais.no.sapo.pt/

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Acção Animal Contra a Tourada

sábado, 12 de abril de 2008

Produção Animal = Degradação Ambiental e Fome no Mundo

Nos países desenvolvidos é impossível ignorar a relação entre a produção animal e o desastroso impacto económico-ambiental. O custo da criação intensiva de gado, aves, porcos, cabras, carneiros e peixes, para alimentar uma população humana excessiva e em contínuo crescimento, inclui a fome nos países do terceiro mundo, o uso indevido da água e do solo, o alto nível de contaminação produzido por fezes de animais, o aumento nas taxas de doenças cardíacas assim como outras enfermidades degenerativas e a destruição das florestas. A permanência desta situação contribuirá para a desertificação, a extinção de muitas espécies animais e vegetais e as alterações climáticas.

Desmesurada e consumidora excessiva de recursos, a produção animal é portanto, incompatível com os recursos naturais e ecossistemas da Terra.

Números....

Degradação Ambiental

Consumo e contaminação da água e ar:
A produção de ração para o gado requer uma enorme quantidade de água, resultando na escassez de água em certas áreas. Só nos Estados Unidos, mais de metade da água consumida para todos os fins é gasta na produção animal. Consequentemente, lençóis de água estão a ser rapidamente esgotados. Em paralelo, um dos factores mais poluentes da água é a acumulação e descarga de resíduos animais. O nitrogénio proveniente destes resíduos é convertido em amónia e nitrato e infiltra-se nas águas do subsolo e da superfície, poluindo a atmosfera, contaminando poços, rios e riachos e matando a vida aquática. De acordo com a Agência de Protecção do Meio Ambiente dos Estados Unidos, cerca da metade dos poços e todos os riachos do país estão contaminados por poluentes oriundos da pecuária.

- Produção de excremento pela criação de animais dos EUA: 104.000 Kg por segundo.
- Resíduos criados por um rebanho de gado de 10.000 cabeças: igual a uma cidade de 110.000 habitantes.
- Poluição da água atribuível à agricultura, incluindo a vazão de solo, pesticidas e estrume: maior do que todas as fontes industriais e municipais combinadas.
- Num só gole, uma vaca bebe até 2 litros de água; ao fim de um dia consome cerca de 100 litros. Para produzir 1kg de carne de vaca gastam-se 43.000 litros de água, enquanto que um 1kg de batatas requer menos de 50 litros de água.

-Número de litros de água necessários, na Califórnia, para produzir 1 kg comestível de:
Tomates - 39 ; Alface - 39 ; Batata - 41 ; Trigo - 42 ; Cenoura - 56 ; Maçã - 83 ; Laranja - 111; Leite - 222 ; Ovos - 932 ; Galinha - 1.397 ; Porco - 2.794 ; Carne de gado - 8.938

- Tempo que leva para uma pessoa usar 20.000 litros de água no banho (5 duches por semana, 5 minutos por banho, com um gasto em média de 15 litros por minuto): um ano.


Desflorestação e desertificação:
Todos os anos, cerca de 200.000 quilómetros quadrados de florestas tropicais são destruídas de forma permanente ocasionando a extinção de aproximadamente 1000 espécies de plantas e animais. A exploração e devastação constante de novos solos (muitas vezes abandonados poucos anos depois) para criação de pastos para gado, leva à utilização excessiva da terra o que resulta na contínua perda da camada fértil do solo. Pressões da competição levam os donos das unidades de produção animal a optar por métodos de produção de baixo custo que deixam o solo exposto ou a submeter terras fracas à produção intensiva, resultando na sua destruição permanente. Por todo o planeta, a terra, que é a própria base da produção de alimentos, está a ser rapidamente desertificada. As regiões mais afectadas pela desertificação são as áreas produtoras de gado, inclusive o oeste americano, a América Central e do Sul, a Austrália e a África Sub-saariana. A desertificação dos campos e florestas deslocou a maior massa migratória na história do mundo. No fim deste século, mais de metade da população irá viver em áreas urbanas.

- Perda corrente anual da camada fértil da terra na agricultura nos Estados Unidos: mais de 5 biliões de toneladas.
- Terra própria para o cultivo nos Estados Unidos que foi permanentemente removida devido à excessiva erosão: um terço.
- Terra fértil perdida na produção de um quilo de carne: 77 quilos.
- Erosão do solo associada a culturas destinadas à alimentação do gado e à produção de pastagens: 85%.
- Camada superior de solo perdida anualmente no mundo em terras utilizadas para a agricultura: 26 biliões de toneladas.
-Tempo necessário para a natureza formar cada 2,5 cm de terra fértil: 200 a 1000 anos.
- Causa mortis histórica de muitas grandes civilizações: esgotamento do solo.
- Quantidade de terra tornada improdutiva pela desertificação anualmente no mundo: 21 milhões de hectares.
- Percentagem de solos que sofrem desertificação: 29% .

- Principais causas de desertificação:
Pastoreio excessivo, cultivo intensivo da terra, técnicas impróprias de irrigação, desflorestamento, falta de reflorestamento -
factor principal em todos os casos: produção animal.

- Na América Central as unidades de produção animal destruíram mais florestas do que qualquer outra actividade.
- 90% dos novos fazendeiros da Amazónia abandonam as terras em menos de 8 anos, em razão do solo se encontrar totalmente esgotado.
- Florestas devastadas na América Central para dar lugar a unidades de produção animal: 25%.
- Taxa actual da extinção das espécies devido à destruição das florestas tropicais e seus habitats: 1000/ano.
- Remédios disponíveis hoje derivados das plantas: um quarto.

Fome no Mundo
A fome no mundo é uma realidade dolorosa, persistente e desnecessária. No momento, existe suficiente terra, energia e água para bem alimentar mais do que o dobro da população humana, contudo metade dos cereais produzidos é destinada aos animais enquanto milhões de seres humanos passam fome. Em 1984, quando centenas de etíopes morriam diariamente de fome, a Etiópia continuava a cultivar e exportar milhões de dólares em alimento para o gado do Reino Unido e outras nações da Europa.

- Número de pessoas que morreram como resultado de desnutrição e fome em 1992: 20.000.000.
- Número de crianças que morrem em decorrência da desnutrição e fome a cada dia: 38.000.
- Frequência com que morre uma criança na terra como resultado de desnutrição e fome: a cada 2,3 segundos.
-Quantidade de cereal e soja, em quilos, necessária para produzir um quilo de carne actualmente nos Estados Unidos: 7.
- Pessoas que podem ser nutridas usando a terra, a água e a energia que seriam libertadas se os norte-americanos reduzissem seu consumo de carne em 10%: 100.000.000.

Um estudo realizado aos recursos populacionais demonstrou que se toda a população mundial fosse vegetariana, tudo aquilo que é despendido na produção animal, dava para alimentar 10 biliões de pessoas, ou seja, mais do que a população que é prevista em 2050.


http://www.centrovegetariano.org/

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Porquê parar de comer animais?

Este é um assunto muito extenso e cada pessoa tem os seus motivos para comer ou não comer carne. Porém, devemos levar em consideração o facto de que as nossas escolhas pessoais são responsáveis pelo destino daqueles que estão nos matadouros. Eles não podem escolher, você pode.

Ao rever os nossos conceitos em relação aos animais, veremos que o homem os dividiu em animais selvagens, animais de estimação e animais de consumo. Para os animais selvagens e de estimação existem leis de protecção e as pessoas ficam horrorizadas quando eles sofrem algum tipo de abuso.

Mas e os “animais de consumo” (a expressão “de consumo”, é normalmente utilizada para nomear mercadorias)? Os animais chamados “de consumo” são tão sensíveis quanto os cães e gatos que temos em casa, com a diferença que não tiveram tanta sorte. São criados em locais fechados, sob condições precárias e desumanas, e durante toda a sua miserável existência são envenenados com remédios e hormonas de crescimento. Como se não bastasse, são transportados em cameões abarrotados por vários dias, sem água ou alimento até um matadouro, para assistirem uns aos outros morrendo enquanto esperam a sua vez. Então são golpeados diversas vezes na cabeça e alguns levam choques eléctricos em regiões vitais para ficarem inconscientes. Muitas vezes isso não funciona e eles vão para o abate completamente conscientes. Ainda vivos, são pendurados pelas patas e as suas gargantas cortadas ou são mergulhados em caldeirões de água a ferver. São constantemente deixados durante horas a gritar até que finalmente morrem para virar hamburguer.

Esta é a “vida” de animais dóceis e inocentes que chamamos de “animais de consumo”, tentando fazer com que a injustiça de que estes animais são vítimas pareça rotina absolutamente necessária para nós, seres humanos. Porém, o que faz com que comer vacas seja um acto normal e cozinhar o cão da vizinha seja uma monstruosidade?

Uma vez que a diferença entre esses animais é estritamente genética, podemos perguntar: quais são os genes que determinam quais animais devemos amar e quais devemos matar?
Determinar o direito de um indivíduo à vida de acordo com a espécie é tão absurdo quanto o determinar pela cor cor de pele, uma vez que ambos são apenas resultado de uma variação de códigos genéticos (lembremos que a diferença genetica entre um ser humano e um chipanzé é de apenas 3%) .

Animais como vaca, porco, peixe e galinha NÃO foram feitos para serem comidos. Eles são indivíduos sensíveis e têm vidas cheias de emoções. Todos sentem alegria, tristeza, medo, angústia, orgulho, saudade, amor e, acima de tudo eles dão às suas vidas o mesmo valor que nós damos às nossas.
É hora de repensarmos o tratamento que temos dado aos seres que dividem o planeta connosco. Há milhares de anos que o homem explora e sacrifica as vidas de animais inocentes com a justificação de que a morte destes animais é “natural” e até “necessária”. Mas o que fazemos de natural no nosso dia-a-dia? O homem parece ter evoluído tecnologicamente, mas continua a sustentar hábitos cruéis e desnecessários. Muitos dizem que tudo isto é “natural”, mas nem mesmo a forma como estes animais são criados e assassinados é natural hoje em dia.
Uma verdadeira evolução virá no dia em que o homem olhar para os animais com mais compaixão e respeito.

Vegetarianismo é libertação animal!


http://grita.pt.vu/

terça-feira, 8 de abril de 2008

A Ganir Porto Benefit Fest

grita

Quintas de Peles: Maximização do lucro pelo sofrimento animal

Oitenta e cinco por cento das peles animais da indústria do pêlo provêm de animais que vivem em cativeiro em explorações da especialidade. Estas explorações têm capacidade para manter milhares de animais e as suas práticas são notavelmente uniformes por todo o globo. Tal como no caso de outras explorações de aprisionamento intensivo de animais, os métodos utilizados pelas explorações de pêlo foram desenhados para maximizar os lucros, sempre em detrimento dos animais.


Vidas Curtas e Dolorosas
O animal com pêlo mais explorado pela indústria é o vison, seguido da raposa. Os chinchilas, linces e até hamsters são também criados pelo seu pêlo. Sessenta e quatro por cento das explorações de pêlo situam-se na Europa do Norte, 11 por cento estão na América e o resto está disperso por todo o mundo, em países como a Argentina ou a Rússia.

Os produtores de vison criam, normalmente, fêmeas uma vez por ano. Sobrevivem três a quatro animais por cada ninhada e são mortos quando completam apenas meio ano de vida. Os visons usados para criação são mantidos durante quatro a cinco anos em jaulas demasiado pequenas, sobrevivendo ao medo, ao stress, a doenças, parasitas e outras dificuldades físicas e psicológicas.

Tudo por uma indústria global que ganha milhares de milhões de dólares anualmente!

Os coelhos são abatidos aos milhões pela sua carne, particularmente na China, em Itália e ou em Espanha. Antigamente, o pêlo destes animais era considerado um produto resultante desta exploração, mas, actualmente existem explorações que se dedicam à criação de coelhos exclusivamente pelo seu pêlo. É que a indústria das peles exige que o pêlo de coelho para vestuário seja mais grosso, ou seja, que provenha de animais mais velhos do que aqueles que são abatidos para consumo humano.

Num relatório das Nações Unidas, divulgado pela People for the Ethical Treatment of Animal (PETA), constata-se que, hoje em dia, são poucas as peles retiradas de coelhos enviados para matadouros e os países, como a França, estão a matar 70 milhões de coelhos por ano apenas pelo seu pêlo. A aplicação deste pêlo encontra-se no vestuário, em anzóis para pesca e em artigos manufacturados.


A Vida na Quinta
Para reduzir os custos de produção, as quintas de peles usam pequenas jaulas para amontoarem os animais que criam, permitindo-lhes apenas o espaço para darem pequenos passos para trás e para a frente. O amontoamento de animais e o aprisionamento são condições particularmente prejudiciais aos visons.

Os visons são animais naturalmente solitários, que chegam a ocupar mais de mil hectares de uma zona húmida, se deixados em habitat natural. A angústia que lhes provoca uma vida inteira de enjaulamento conduz, muitas vezes, à auto-mutilação: os visons mordem a pele, as caudas e as patas, enquanto passeiam em intermináveis círculos frenéticos.

Zoologistas da Universidade de Oxford estudaram visons em cativeiro, tendo concluído que, apesar de já serem mantidos em jaulas há várias gerações, os animais ainda não foram domesticados e o aprisionamento constante causa-lhes enorme sofrimento, especialmente se não lhes for dada a oportunidade de nadar. Raposas, guaxinins e outros animais sofrem o mesmo martírio e já se registaram episódios de canibalismo derivados das condições de aprisionamento.

Os animais mantidos em quintas de peles são alimentados com produtos de carne impróprios para o consumo humano e falta-lhes, muitas vezes, água.


Pestes e Parasitas
Os animais criados em cativeiro pelo seu pêlo são mais susceptíveis a doenças do que os seus parceiros livres. Doenças contagiosas, como a penumonia, propagam-se facilmente entre jaulas, tal como as pulgas, carraças, piolhos e ácaros. As moscas portadoras de doenças procriam facilmente nos montes de resíduos em degradação que se acumulam durante meses debaixo das jaulas dos animais.

Uma investigação secreta da PETA apurou que os animais enjaulados são deixados para morrer de infecções graves e ferimentos. É que aos produtores de pêlo só lhes interessa o casaco do animal – nada mais.


Veneno e Dor
Os métodos de abate destes animais para obtenção do pêlo são, no mínimo, chocantes. O objectivo dos produtores é apenas preservar a qualidade do pêlo e, por isso, usam métodos que deixam o exterior do animal intacto, mas que o submetem a sofrimento extremo.

Os animais mais pequenos podem ser sujeitos a uma morte lenta através da exposição a fumos do escape de um veículo automóvel. São amontoados em caixas sem respiradouro e depois submetidos aos gases. No entanto, muitas vezes, o método não é letal e alguns animais acordam durante o processo de esfolamento.

Aos animais de maior porte aplicam braçadeiras nas bocas, enquanto introduzem varas nos seus ânus para os electrocutarem; outros ainda, são envenenados com estricnina, que os sufoca pela paralisia muscular, são gaseados, colocados em câmaras de descompressão ou partem-lhes o pescoço.

A indústria norte-americana das peles recusa-se a condenar semelhantes métodos e considera a electrocussão genital como «aceitável».


Usarias o Teu Cão?
Uma investigação secreta da Humane Society of the United States revelou, num programa de 1998 da NBC – Dateline – que a indústria do pêlo de cães e gatos é um negócio multi-milionário na Ásia. Descobriram que vários produtos vendidos no mercado norte-americano eram feitos com pêlo de cães e gatos e a sua entrada no país foi banida. No entanto, de acordo com a PETA, continuam a vender-se os mesmos produtos, porque a etiquetagem dos mesmos é deliberadamente errada e a detecção de ilegalidades neste âmbito só é possível com a realização de testes laboratoriais demasiado caros.


Adaptado de Inside the Fur Industry: Factory Farms
http://www.peta.org


http://www.accaoanimal.com/

sexta-feira, 4 de abril de 2008

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Vivissecção, dissecação e testes em animais

O que é a vivissecção?

Vivisecção define-se como o acto ou a prática de fazer experiências em animais vivos, geralmente sem recorrer a qualquer tipo de anestesia. O termo vivissecção é usado para englobar as várias categorias científicas e procedimentos médicos feitos em animais, incluindo: testes de medicamentos e outros produtos químicos, pesquisa biomédica, ou a criação e morte de animais direccionadas para retirar e usar partes, tais como válvulas cardíacas ou órgãos.

Dissecação (visada para o ensino)

Quando nos anos 20 (1920) a dissecação foi introduzida no currículo educacional, foi considerada um bom método de aprendizagem para o estudo da anatomia, fisiologia e da teoria da evolução. Hoje em dia encontram-se disponíveis métodos de ensino sofisticados que substituem a dissecação, salvando milhares de animais.
Mas a dissecação é um enorme negócio. Milhões de animais são mortos todos os anos para serem dissecados em experiências com fins educativos. Muitos destes animais, como rãs, minhocas, lagostins, percas, etc., são retirados dos seus habitats naturais e ecossistemas inteiros ficam ameaçados. Muitos animais são submetidos a uma crueldade e sofrimento inacreditáveis até se tornarem “espécimens para dissecação”. Os cães e gatos que se encontram abandonados ou em canis, ratos, coelhos e porquinhos-da-índia são levados para locais que colaboram com escolas e universidades, onde vão ser atordoados e posteriormente aprisionados por um sistema onde lhes vai ser injectado, ainda conscientes, formol. Esta substância, que serve para preservar, quando introduzida no corpo dos animais equivale à introdução de água a ferver.
Cada vez mais alunos se recusam a fazer dissecações, propondo aos professores livros, vídeos e modelos de plástico e informáticos. Todos os alunos têm o direito a exprimir o seu desagrado por estas experiências; se na tua escola ou faculdade são usados animais em experiências, fala com os teus professores, propõe alternativas e reúne-te com os teus colegas para mostrarem o vosso desagrado.

Testes em animais

Os animais são submetidos à exposição de substâncias químicas e radioactivas, privados dos seus habitats naturais (capturam-se para este propósito), passam por privações sociais, são introduzidos nos seus organismos venenos e outras substâncias, são queimados, electrocutados, afogados, cegos, incapacitados - tudo sem anestésicos. Para as empresas que testam em animais, estes são um meio barato e rápido de fazer dinheiro (estimam-se biliões de dólares por ano).
Em Portugal, também se fazem testes em animais, nomeadamente no Laboratório Nacional de Investigação Veterinária, nas estações zootécnicas do Ministério da Agricultura, nas faculdades de medicina, medicina veterinária, ciências, farmácia e psicologia, nalgumas instituições de investigação científica e, em alguns casos, nalguns laboratórios comerciais. Em Portugal, a protecção legal destes animais é ainda mais reduzida e a fiscalização ainda mais deficiente do que noutros países evoluídos.

Testes mais comuns

Teste Draize de irritação dos olhos

Diversas substâncias são introduzidas nos olhos de coelhos e outros animais, causando frequentes e dolorosas ulcerações. É comum nos testes de cosméticos.

Teste da dose letal

Os animais são forçados a ingerir substâncias para ver qual o efeito no seu organismo. A dosagem da substância vai diminuindo até que morra apenas uma pequena percentagem de animais, mas antes que isso aconteça milhares de animais são sacrificados. É comum nos testes de produtos de limpeza.

Teste de irritação dermal

O pêlo dos animais é raspado e a pele sensibilizada. São aplicadas substâncias na pele (ultra-sensível) dos animais. Ratos, coelhos, primatas, cães, gatos, porcos, camundongos e porquinhos-da-índia são os animais mais procurados e usados para estes fins. É comum nos testes de cosméticos.

Testes de colisão

Os animais são lançados contra paredes de cimento. Babuínos, fêmeas grávidas e outros animais são despedaçados e mortos nesta prática. São comuns nos testes de viação.

Testes de toxidade alcoólica e tabaco

Os animais são obrigados a inalar fumo e a embriagar-se, para que depois sejam analisados e dissecados.

Testes neurológicos e comportamentais

Aos primatas, como chimpanzés, babuínos e macacos, são colocados eléctrodos nos seus cérebros (sem anestesia) e são-lhes infligidos danos cerebrais graves e irreversíveis (paralisantes e incapacitantes), para que os cientistas possam analisar o efeito de medicamentos, chips e descargas eléctricas. Os estudos comportamentais incluem: privação da protecção materna; privação social na inflicção de dor, ou seja afastar os animais da convivência de outros, para a observação do medo; o uso de estímulos adversativos, como choques eléctricos para aprendizagem; e a indução dos animais a estados psicológicos stressantes, como o afastamento das crias recém-nascidas das suas mães, por exemplo. Estes testes são comuns nas áreas de neurologia, neurocirurgia, neurofisiologia e psicologia comportamental. Como resultado destes testes muitos animais ficam profundamente deprimidos, enlouquecem e auto mutilam-se.

Testes bélicos

Os animais são submetidos a radiações e produtos de armas químicas e biológicas, assim como a descargas de armas tradicionais. São expostos a gases e baleados na cabeça, para o estudo da velocidade dos mísseis e projécteis.

Testes dentários

Os animais são forçados a manter uma dieta nociva à base de açúcares, e a manter hábitos alimentares errados para, no final, adquirirem cáries, terem as gengivas descoladas e a arcada dentária removida.

Testes médico-cirúrgicos

Milhões de animais são mortos nas cirurgias das faculdades de medicina.

Como intervir?

Cada vez que compras um produto testado em animais, estás a contribuir financeiramente para que ocorram mais pesquisas deste género.


Mas as pesquisas em animais não são necessárias para garantir que o produto é seguro?

O facto de terem sido testados em animais não implica que os produtos sejam mais seguros. Em relação aos de testes de cosméticos, por exemplo, já se conhecem os ingredientes e as suas acções nos humanos. Por isso é que tantas empresas pararam de usar animais (mais de 500). Quanto aos medicamentos, os testes nos humanos são a única forma de garantir que o medicamento é seguro, pois todos os animais (humanos e não humanos) diferem uns dos outros, e os resultados eficientes nalgumas espécies são fatais para outras.

Alternativas

Estudos clínicos, pesquisas in vitro, autópsias, acompanhamento do efeito de medicamentos após o lançamento no mercado, modelos computadorizados, pesquisas genéticas e epidemiologia não apresentam perigo para os seres humanos e propiciam resultados precisos sem terem de ser sacrificados animais. Podes ver aqui mais alternativas aos testes em animais:
http://www.centrovegetariano.org/index.php?article_id=41


Empresas que não testam em animais: http://www.centrovegetariano.org/index.php?article_id=43
Empresas que testam em animais: http://www.centrovegetariano.org/index.php?article_id=42



http://www.centrovegetariano.org/

segunda-feira, 31 de março de 2008

sábado, 29 de março de 2008

Veganismo - Uma pergunta muito frequente: e as plantas?

“E as plantas?” é uma das perguntas mais frequentes que se fazem a um vegano.
É evidente que quem costuma fazer esta pergunta sabe muito bem que existe uma diferença entre, digamos, uma galinha e um pé de alface. Ou seja, se no próximo jantar cortar um pé de alface em frente aos seus convidados, eles reagirão de um modo totalmente diferente se, em vez disso, fatiar uma galinha viva na frente deles. Se, ao caminhar no seu jardim, eu pisar de propósito uma flor, terá toda razão em zangar-se comigo, mas se eu der um pontapé no seu cão de propósito, ficará zangado comigo de uma maneira muito diferente. Ninguém considera estas duas acções equivalentes. Sabemos muito bem que existe uma grande diferença entre uma planta e um cão, o que faz com que dar um pontapé neste último seja moralmente muito mais repreensível do que pisar uma flor.

A diferença entre um animal e uma planta diz respeito à senciência. Ou seja, os animais não humanos, ou pelo menos aqueles que exploramos rotineiramente, sem dúvida são conscientes de sua percepção sensorial. Criaturas sencientes possuem mentes, logo têm preferências, desejos ou vontades. Isso não significa que as mentes dos animais não humanos sejam parecidas com as nossas. Por exemplo, a mente dos humanos, que fazem uso da linguagem simbólica para interagir com o seu mundo, pode ser bem diferente da mente dos morcegos, que utilizam a ecolocalização para interagir com o seu mundo. É difícil saber com precisão. Mas também é irrelevante, pois tanto os humanos quanto os morcegos são sencientes. Ambos são criaturas que possuem interesses, no sentido em que ambos têm preferências, desejos ou vontades. Um humano e um morcego podem pensar de um modo diferente sobre esses interesses, mas não pode haver a menor dúvida de que ambos possuem interesses, inclusive o interesse de evitar a dor e o sofrimento e o interesse de permanecerem vivos.

Já as plantas são qualitativamente diferentes dos humanos e dos outros animais sencientes. Sem dúvida que as plantas são seres vivos, mas não são sencientes, pois não possuem interesses. Uma planta não pode ter desejos, vontades ou preferências porque ela não possui uma mente para que possa ocupar-se com estas actividades cognitivas. Quando dizemos que uma planta “precisa” ou “necessita” de um pouco de água, não nos estamos a referir ao seu estado mental do mesmo modo que não nos estamos a referir à mente de um carro quando dizemos que o seu motor “precisa” ou “necessita” de um pouco de óleo. Trocar o óleo do meu carro pode ser do meu interesse, mas nunca do interesse do carro, pois este não tem interesses.

Uma planta pode reagir à luz do sol e a outros estímulos, mas isso não significa que ela seja senciente. Se eu descarregar uma corrente elétrica num fio amarrado a um sino, o sino tocará. Mas isso não significa que o sino seja senciente. As plantas não possuem sistemas nervosos, receptores de benzodiazepina ou quaisquer características que estejam relacionadas com a senciência. E tudo isso faz sentido do ponto de vista científico. Porque razão teriam elas a necessidade evolucionária de desenvolver a senciência se elas não podem fazer nada para reagir a um acto danoso? Se atear fogo a uma planta, ela não pode fugir, ela permanece no mesmo lugar até queimar. Agora se atear fogo a um cão, ele irá reagir exactamente da mesma forma como uma pessoa reagiria: ele ladrará de dor e tentará livrar-se das chamas. A senciência é uma característica que evoluiu nalguns seres vivos para que eles pudessem ser capazes de sobreviver ao fugir de um estímulo nocivo. A senciência não teria nenhuma utilidade para uma planta, pois elas não podem “fugir”.


http://www.guiavegano.com.br/